Dicionário Ilustrado

O sentido das imagens

Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Zappa

Com os problemas todos com o player esqueci-me de deixar aqui a abertura de Joe's Garage, fica reparado o lapso:

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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Oh to swallow ...

Uma outra canção maravilhosa dos Clash, reparar no pormenor oh to swallow ... já não se fazem canções assim.

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Domínios não é comigo

Vieram cá de Mountain View na Califórnia, espero bem que não seja quem eu julgo que seja, domínios novos de internet não é comigo. Dominar, dominar, por enquanto só domino este blogue e já não é pouco ...

Como fazer grupanálise com telemóveis

Pega-se num conjunto de telemóveis onde se programam os números dos grupanalisados. Marcam-se simultaneamente os vários números tendo atenção em colocar os aparelhos em alta-voz sobre uma mesa. Esperam-se uns segundos até que pelo menos dois atendam. Grita-se "Tá lá?"

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Falar conosco próprios

Falar conosco é importante. Parte do que somos, parte do diálogo que somos, parte de nós. É essa parte, esse começo, que realmente é importante.

A propósito do Tratado de Lisboa ...

... uma canção do grupo mais europeu da Europa:

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Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Ir ao Poço do Bispo

No outro dia fui ao Poço do Bispo tratar de uns assuntos particulares. O Poço do Bispo fica na parte oriental de Lisboa. Há pessoas que sabem disso, há pessoas que não o sabem e há ainda quem nunca tenha ouvido falar nem saiba onde fica o Poço do Bispo. Outras ainda não fazem ideia do que seja sequer um poço. E há de certeza  algumas que nunca viram nenhum bispo. Há pessoas que vivem no Poço do Bispo mas não vêem regularmente até centro de Lisboa. A maioria das pessoas em Lisboa sabe no entanto onde fica, ou já foi, ao Poço do Bispo. É por isso que estou a falar deste caso. Este paleio todo para quê? No Poço do Bispo existe uma rua, chamemos-lhe rua, onde habitam várias pessoas, há também lá empresas e bastante indústria, as pessoas que moram ou trabalham lá sabem disso. Seria aliás tolo da minha parte não o admitir. É muito vulgar as pessoas que habitam num lugar saberem o que se passa nesse lugar, essas pessoas sabem-no. Para além dessa rua existem ainda outras e também lojas, cafés e restaurantes. É vulgar em Lisboa haver restaurantes e cafés situados em ruas. Aliás julgo não haver cafés sem ruas. O contrário no entanto pode acontecer. Por exemplo numa outra rua lá também no Poço do Bispo não há qualquer estabelecimento comercial. Existe várias empresas que escolheram aquele local para as suas instalações e curiosamente é mesmo lá, naquele local, onde todas a manhãs um alargado conjunto de gente passa algumas horas a trabalhar. Bem mas o que eu queria falar era de outra coisa. Numa das ruas onde passei existe uma placa com o nome da rua. Hoje em dia as pessoas passam e nem ligam ao que os letreiros ou sinais dizem. Muitas andam de carro e prestam mais atenção ao semáforos ou aos outros condutores. Apesar do preço da gasolina ainda há pessoas que se deslocam exclusivamente de carro, mesmo para ir ao Poço do Bispo. Foi o meu caso. Não é no entanto meu hábito, ando frequentemente a pé, como hoje, em várias ruas na zona do Poço do Bispo. Hoje, perto da paragem de autocarros, alguém me perguntou "Onde fica o Poço do Bispo?" respondi-lhe "Minha senhora, é aqui mesmo!". Vivemos numa época de nihilismo identitário na nossa relação do corpo com o lugar, situamos o mundo num livro aberto debaixo de nós próprios, somos letras e palavras e sentido mas não conhecemos o real. Como no Poço do Bispo somos tudo em toda a parte.

Domingo, 29 de Junho de 2008

Ozon

Outro musical muito bom é 8 femmes de François Ozon. Aqui a canção interpretada por Ludivine Sagnier, a artista fetiche do realizador:

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Sábado, 28 de Junho de 2008

Isto está bonito ...

Outro email de um anónimo chamado "malvado", diz apenas "Não acredite em mim." ponto final. Isto está bonito...

Tonicha

Enviaram-me um email estranho por causa de um post que em tempos por altura do Carnaval fiz sobre a Tonicha, a cantora portuguesa, pede-se ao leitor(a) que o enviou que explique melhor do que se trata.

Nunca mais vêm as férias

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Caminhos impossíveis

Existe actualmente uma forte corrente de investigação filosófica na senda da explicação material de factos elementares da existência, a liberdade, o livre arbítrio, a verdade, etc... como referência leiam-se por exemplo estes dois breves opúsculos sobre a questão: Freedom and Neurobiology e Neuroscience and Philosophy. A par do actual modismo de negar a ideia de deus pela possibilidade de uma explicação positivista para a origem e o destino, esta investigação  sistemáticamente esbarra com a tremenda complexidade dos fenómenos. Saber do comportamento de um neurónio ou de uma particula não permite explicar a razão de funcionarem do modo que o fazem, do mesmo modo de se explicar como provocam pensamento e como este, em última instância, se permite ser o que é. O pensamento é baseado em representações e por isso não pode materializar a representação de si próprio. Este tipo de caminhos são úteis para deitar fora utopias, mas não levam muito longe. O paradigma de hoje é anti-redutor, não vale a pena procurar a razão última mas só e apenas a explicação mais simples.

Zappa

Continuando a série de posts sobre Joe's Garage de Zappa uma das canções mais importantes da obra:

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Está tudo a evaporar

Leio para aí posts sobre slows em festas teenagers que mais parecem textos memorialentos deste senhor. Entretanto ontem no café à hora do almoço no televisor dou de esguelha com a figura de Pacheco Pereira completamente rapado. Isto está tudo a evaporar ...

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Coisas sofisticadas da tv ao vivo

"Dá-lhe o tratamento enquanto está no ar!"

Retorno ao passado

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( New Orleans - Junho 2003)

Mistery Train

O melhor filme de todos os tempos

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Legit

Ando últimamente fascinado com esta ópera rock de Zappa, não me perguntem porquê, manias:

As usual IE users only.

Por causa das chatices

Por causa de algumas destas e de outras obrigações ando a ler este excelente paper de Esteban Moro Egido, uma introdução muito bem escrita ao jogo minoritário, básicamente três conclusões:

- O papel da memória (não, não é a memória do papel)

- O papel da minoria.

- O acaso aparente (ia dizer Deus mas ainda me batiam)

Domingo, 22 de Junho de 2008

Mais chatices

Comprei uma máquina de fazer pão impecável. Pãozinho quente ás 7 da manhã com passas e tudo. O vendedor por piada até me indicou que aquilo funcionava como na expansão do universo a farinha com a levedura aumenta de tamanho e as passas afastam-se umas das outras em todas as direcções. O meu problema agora é ver se ela trás incluido o modo Big Bang, ou seja, fazer pão sem colocar nada lá dentro, uma espécie de milagre das rosas, lembram-se?

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